O concreto é excelente sob compressão, mas todos sabemos que sua resistência à tração deixa a desejar. É aqui que entra o concreto reforçado com fibras (CRF). Mais do que uma simples mistura, essa tecnologia transforma a matriz de cimento em um material composto muito mais resiliente e durável.
Basicamente, o CRF consiste na adição de filamentos descontínuos (fibras) à mistura do concreto. Enquanto o vergalhão tradicional (armadura passiva) atua em pontos específicos, as fibras se distribuem de forma multidirecional, criando uma rede de reforço interna.
Quando uma microfissura começa a se formar devido à retração ou carga, a fibra atua como uma ponte, impedindo que essa fissura se propague e se torne um problema estrutural grave.
Nem toda fibra é igual. A escolha depende do objetivo: controle de retração ou ganho de resistência estrutural.
São as "pesadas" do setor. Utilizadas principalmente para substituir ou complementar a armadura convencional em pisos industriais, túneis e elementos pré-moldados. Elas aumentam drasticamente a ductilidade e a resistência ao impacto.
Focadas quase exclusivamente no controle da retração plástica nas primeiras horas de cura.
Podem substituir fibras de aço em certas aplicações, com a vantagem de serem imunes à corrosão.
Muito comuns em painéis arquitetônicos (GRC) por permitirem peças finas, leves e com alta resistência à tração.
Por que trocar o método tradicional pela fibra? Aqui estão os argumentos técnicos:
Reduz drasticamente as patologias ligadas à retração.
Elimina o tempo de corte, dobra e posicionamento de telas soldadas
Ideal para ambientes com tráfego intenso de máquinas
Especialmente no caso das fibras sintéticas, que não oxidam em ambientes agressivos.
A versatilidade deste material permite seu uso em diversas frentes da construção civil:
Onde a planicidade e a ausência de juntas largas são críticas.
Utilizado no método de concreto projetado.
Redução de peso e aumento da velocidade executiva.
Maior vida útil e menor necessidade de manutenção.
Para decidir a melhor solução para sua obra, é fundamental entender as diferenças operacionais e estruturais entre o reforço com fibras e as telas eletrossoldadas tradicionais.
| Característica | Concreto com Fibras | Armadura Tradicional (Telas) |
|---|---|---|
| Distribuição | Multidirecional e homogênea em toda a matriz. | Localizada em planos específicos (bidimensional). |
| Instalação | Adição direta na betoneira (ganho de produtividade). | Exige tempo para corte, dobra e posicionamento. |
| Controle de Fissuras | Atua desde o surgimento da microfissura. | Atua apenas após a fissura atingir o plano da tela. |
| Risco de Corrosão | Baixo (e nulo no caso de fibras sintéticas). | Alto se houver falha no cobrimento do aço. |
| Logística | Armazenamento compacto (sacos ou fardos). | Exige grandes áreas de estoque e transporte pesado. |
A decisão de usar fibras passa por uma análise de custo-benefício que vai além do preço por $m^3$. Deve-se considerar a economia de mão de obra, a redução do cronograma e a longevidade da estrutura.
O dimensionamento do concreto com fibras deve sempre ser acompanhado por um engenheiro calculista, utilizando ensaios como o da viga (ASTM C1609) para determinar a capacidade de carga pós-fissuração.
A Betonloc é especializada em concreto com fibras garantindo mais segurança, qualidade e conformidade com as normas técnicas. Trabalhamos com concreto de alto desempenho para atender obras de diferentes portes.